Nossa História
O começo da nossa história
O Zuzunely nasceu lá em 2018, em um espaço pequenininho no bairro Anchieta, pelas mãos da chef Bruna Haddad. Naquele começo, existia pouco de estrutura e muito de vontade. Era uma cozinha pequena, um orçamento apertado e uma ideia grande - que só não era maior que o sonho da gente.
O nome veio para carregar a história de duas mulheres que sempre iluminaram o caminho da Bruna, a vovó Nely e a vó Zuzu. Foi delas que veio muito do que hoje existe na casa, o cuidado nos detalhes, o afeto que mora na comida e aquela sensação de que cozinhar também é uma forma de cuidar de alguém.
Desde o primeiro dia, o Zuzunely nasceu para servir uma comida que acolhe. Refeições que chegam à mesa trazendo alguma lembrança, que fazem companhia, que transformam uma refeição em um momento.
Mesmo muito jovem, Bruna foi construindo sua própria linguagem na cozinha, juntando memórias de família, técnica, pesquisa e liberdade para criar uma gastronomia que respeita suas raízes, mas nunca deixa de experimentar.
Do bar ao brunch
Em 2019, a casa mudou de endereço e ganhou um novo capítulo em um casarão no bairro Serra, na Rua do Ouro. No quintal compartilhado com outras mulheres empreendedoras, o Zuzu encontrou novas inspirações e uma nova forma de existir.
Então veio a pandemia. As portas precisaram fechar, as mesas ficaram vazias, mas a cozinha continuou viva. As caixas de café da manhã, brunches e comidinhas especiais levaram um pouco do Zuzunely para a casa das pessoas em um momento em que estar junto era justamente o que mais fazia falta.
Foi ali que a panificação começou a ganhar espaço: primeiro como uma descoberta, depois como paixão, até se tornar parte essencial da identidade da casa. Vieram os pães artesanais, as tostadas, os bagels e todo um universo construído em torno do tempo e do cuidado. As caixas de café do Zuzu eram uma forma de aproximar mesmo com distância segura.
E então, já pertinho, vieram os brunches — ou cafoços, como chamamos por aqui — começaram a virar uma tradição. Aos poucos, o Zuzunely ajudou a criar esse hábito em Belo Horizonte: transformar o sábado e o domingo em um encontro ao redor da mesa, sem pressa, com boa comida e boas histórias.
Depois disso, a história ganhou novos caminhos. Vieram eventos, jantares, feiras, parcerias e encontros que fizeram a casa chegar a lugares que talvez aquele pequeno espaço no Anchieta nunca tivesse imaginado.
Em 2023, o Zuzunely abriu uma nova unidade no 25º andar do edifício Júlia Nunes Guerra, com uma das vistas mais bonitas do coração de Belo Horizonte. Nossa cozinha também passou a fazer parte de grandes momentos: feiras, exposições, aulas e eventos especiais. A chef Bruna foi convidada a criar menus para ocasiões marcantes, incluindo experiências como os bastidores do Metallica e de Sir Paul McCartney.
O cafoço na Casa Niemeyer
Em 2024, o Zuzunely se muda mais uma vez, para uma casa que é muito mais do que um novo endereço. O imóvel tombado no bairro Santo Agostinho, um dos primeiros projetos de Oscar Niemeyer em Belo Horizonte, também foi a residência do escritor Fernando Sabino.
E é por isso que este novo local representou um encontro entre a história da casa, a memória das nossas receitas e a personalidade do Zuzunely — exatamente como a Bruna sonhou quando abriu as portas.
Foi ali que conseguimos transformar em realidade o nosso desejo antigo de estarmos um lugar onde as pessoas pudessem chegar sem pressa, ficar mais tempo e viver a experiência completa da nossa cozinha.
E foi aí então que batizamos o nosso cafoço, esse jeito brasileiríssimo de enxergar o café da manhã e o almoço como uma coisa só. Um momento entre o começo e o meio do dia, entre o café passado e a mesa cheia, entre uma conversa rápida e uma tarde inteira de histórias.
A Casa Niemeyer virou o lugar onde o Zuzunely cresceu, ganhou novas possibilidades e reafirmou aquilo que sempre esteve no centro da nossa história: receber nossos clientes da mesma forma que recemos nossos amigos em casa.
Hoje, aqui convivem a cafeteria, o empório, a padaria artesanal e os nossos cafoços. Tudo feito para celebrar a comida, o tempo e os encontros.
